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Brasil e a Holanda se unem para aperfeiçoar monitoramento remoto em segurança de barragens

Nesta semana, especialistas em geotecnia e geoprocessamento da Agência Nacional de Mineração organizam, em Delft, Holanda, uma maratona tecnológica voltada para barragens de rejeitos de mineração.
por publicado: 08/10/2019 16h04 última modificação: 08/10/2019 16h14

Nesta semana, especialistas em geotecnia e geoprocessamento da Agência Nacional de Mineração organizam, em Delft, Holanda, uma maratona tecnológica voltada para barragens de rejeitos de mineração. Ao lado da Deltares, laboratório holandês responsável por monitorar barragens nos Países Baixos, os técnicos estão analisando e testando metodologias de monitoramento remoto de barragens por satélite usadas no país, tomando por base estudo de casos de estruturas brasileiras.

“A ideia é verificar a aplicabilidade da metodologia holandesa em monitoramento de barragens e ver se é replicável nos casos de barragens de mineração brasileiras”, explicam Luiz Paniago, gerente de Segurança de Barragens e Eliezer Júnior, chefe da Divisão Executiva de Segurança de Barragens de Mineração, ambos da ANM.

Apresentação Luiz Paniago
Luiz Paniago

A maratona – ou Hackathon – acontece entre os dias 7 e 11 de outubro e se concentrará na avaliação de necessidades e nos requisitos do usuário final. Na segunda parte do encontro, os especialistas se reunirão para desenhar soluções, com a prova do conceito dos componentes do sistema, aplicando-os em casos reais.

O grupo também tentará identificar, para os casos de minas desativadas ou em processo de desativação, as possibilidades de aplicação desta tecnologia para o monitoramento remoto de estruturas remanescentes que possam representar algum risco social ou ao meio ambiente, melhorando os aspectos de sustentabilidade do processo, de acordo com Eriberto Leite, gerente de Fiscalização do Aproveitamento Mineral da ANM.

Tecnologias inovadoras, como o uso de sensores remotos (satélites), integração de dados, inteligência artificial e sistemas de alerta oferecem oportunidades para atingir esse objetivo. O principal desafio é integrar as diferentes tecnologias em uma estrutura que atenda às necessidades dos usuários finais brasileiros e da sociedade em geral.

“A ferramenta possui o potencial de lançar luz em pontos desconhecidos, retroagindo ao passado em estruturas sem histórico de registro de monitoramento de deslocamento, bem como monitoramento periódico futuro de estruturas descaracterizadas, que tendem a estabilizar após fechamento”, diz Luiz Henrique Rezende, da Divisão de Segurança de Barragens da ANM em Minas Gerais.  

Especialistas em geologia, engenharia e segurança de barragens da Agência Nacional de Mineração, especialistas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (SEMAD), além de doutorandos e professores da Universidade de Ouro Preto (UFOP) estão representando a comitiva brasileira. Já a equipe da Holanda é formada por especialistas em sensoriamento remoto, especialistas em banco de dados e especialistas em geotecnia da Deltares, Universidade de Twente, Universidade de Tecnologia de Delft e empresa SkyGeo.

“No Brasil e em outros países, há uma necessidade premente de melhorar o monitoramento de barragens de rejeitos, tanto as que estão em operação, quanto as inativas, além de tentar prever falhas potencialmente catastróficas”, afirma Ton Peters, especialista da Deltares.